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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

27
Out14

Vitória


Milheiras

 

 

 

As mãos, pele fina de amor
pelo tempo e trabalho, amaciadas,
Mãos que suportam tudo e aliviam a dor
Cara enrugada, esculpida como se tivesse estradas,

Estradas de lágrimas, da saudade e arrelias
O peso dos desgostos e alegrias,
Transportadas num peito sem firmeza,
Onde se recebe abraços com força e gentileza.

Dentes perdidos por tantos risos dados
De profunda felicidade.
Corpo curvado com peso da responsabilidade.
Cabelos longos e agora brancos que tanto foram amados.

Fonte de paciência, carinho e compreensão,
Mas no fundo ainda habita a inquietude,
Tal como nos tempos de juventude,
Em que tudo tinha por base a paixão.

Porque todos olham e vêm o que foi perdido.
Não vêm, que a tua maneira de ser se tem mantido.

Todos te olham como uma velha, incapaz.
E tu perguntaste quando foi que eu envelheci?
Quando deixei de ser capaz?
Que eu nunca me apercebi…

(2013) Milheiras

 

16
Out14

Carta ao AJP


Milheiras

 

Querido AJP,

Há muito que devia ter escrito esta carta, esta é das que andou anos na minha cabeça.

Em primeiro lugar quero pedir desculpa por só agora escrever. Depois e não menos importante quero pedir-te desculpa!

Desculpa por ter sido tão parva!

Mais uma vez o meu medo estúpido de me entregar ás pessoas por ter medo que elas partam.

Se soubesses o quanto chorei e o quando pedi aos Deuses ou sei lá quem que te salvassem...

E fiquei a acreditar que o teu o teu avô, deu a vida por ti.

E tu salvaste-te!

Só sei que a minha mãe me obrigou a ir a tua casa levar uma caixa de bombons, sei que era inverno, mas não sei a data nem como te vi, porque eu só queria sair dali, não te queria ver numa cadeira. Pensei que odiasses toda gente que não estivesse numa e não queria aparecer.

A partir daí comecei a ter medo de falar contigo.

Quando te vejo por dentro o meu peito ilumina-se e e diz ao meu cérebro para reparar no grande homem em que te tornaste. Mas depois o meu lábios só revelam um tímido sorriso. E mais nada!

Quero dizer o quanto de admiro, como me orgulho de ti!

Quero dizer que te acompanho e vibro com as tuas vitórias!

Fico feliz que não estiveste muitos amigos cobardes como eu...

Desculpa a minha fraqueza!

 

Um forte abraço!

 

AM

 

 

 

 

15
Out14

Cartas


Milheiras

 

 

Não sei se vos acontece o mesmo mas eu tenho uma série de cartas escritas que acabei por não enviar, umas escritas no papel outras na cabeça. Decidi que vou colocar um post com cada uma delas, talvez as pessoas a quem se destinam tenham oportunidade de ler, ou talvez um dia eu tenha coragem para lhes as enviar.

 

07
Out14

Preconceito com as pessoas gordas


Milheiras

Não tenho por hábito responder a posts que me incomodam, ignoro e pronto. Mas desta vez vou responder no meu blog, a uma pessoa verdadeiramente preconceituosa.

Os gordos por acaso não têm emoções ou sentimentos? Não são seres humanos?

São gordos=porcos, que não dá para conversar...

Pois seus preconceituosos, estão muito enganados!

Somos seres humanos como qualquer outros, por sermos gordos não temos de ser porcos e desleixados e sabemos falar sem ser de comida, e para quem está cheio de curiosidade, não passamos o tempo todo a comer...

Temos sonhos como qualquer pessoa, porque somos pessoas...

 

 

 

05
Out14

Viva a República!!!!


Milheiras

" Vai raiar um novo sol de Liberdade espancando para bem longe a nuvens sombrias que nos asfixiam. As prerogativas doas grandes senhores cairão por terra como ídolos de barro; a igualdade será um facto; acabar-se-hão as distinções de classes, o povo, êsse bom povo trabalhador e obscuro, terá horas de paz e de felicidade, poderá, como os outros, ascender aos mais altos cargos, desde que tenha inteligência e seja honrado. Ha tantos talentos desconhecidos e ignorados nêsse pobre e humilde povo! É ver como qualquer ideia nobre e elevada lhes empresta uma eloquencia arrebatadora e os faz levar após si centenares de pessoas. Como é lindo o nosso sonho!"

 

in: Sobre um vulcão de José Pereira de Lima

 

 

104 anos depois continua a ser um sonho....

 

 

 

 

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