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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

04
Jun17

1 de junho (Dia Mundial da Criança)


Milheiras

28
Mai17

Pesadelo Real... 6 de Maio


Milheiras

 

 

 

Desde o dia 3 de Maio pelas 16 horas até ao momento que tenho vivido um pesadelo real...

Foi horrível fisicamente, mas psicologicamente é melhor nem falar, porque continua a ser horrível, embora por momentos consiga esquecer o que se passou...

Desde o momento em que soube que o feto não tinha batimentos que a dor na alma é lacerante...

No dia 4 passei o dia todo a chorar, a desejar que a morte saísse de dentro de mim...

A física só começou na noite de 3 para 4 de maio e intensificou-se na noite de 5 para 6 de maio, a que culminou com a expulsão do feto por volta das 7 da manhã do dia 6 de Maio, mas com contracções até por volta das 13 horas, ironicamente na véspera do dia da Mãe.

O médico tinha-me explicado tudo o que poderia acontecer, e caso acontecesse para lhe ligar, mas também disse que se não acontecesse nada que no dia 8 segunda-feira teríamos de tratar de tudo.

Com mais alguma ajuda da Internet, estava preparada para perceber o que se ia passar comigo e com o meu corpo...

Por isso quando senti aquele corrimento incontrolável saltei da cama e corri para casa de banho deixando um rasto de sangue e levando o telemóvel comigo para chamar o meu marido, em pleno processo telefonei para o trabalho e pedi-lhe que viesse...

Senti sair aquela bola suave, que não tive coragem de ver , pensei que ia desmaiar, bati na minha própria cara com a mãos molhadas em água gelada, nem sei qual dor era mais incapacitante parece que se tinha partido alguma no meu peito e as entranhas sangrando, saindo depois varias vezes bolas suaves mas mais pequenas... Não tive coragem para ver o que saiu...

Abracei o meu marido, nem coragem tive para chorar...

Sabia que a morte não podia continuar a habitar o meu ventre, mas o que saia de mim não era a morte, era o meu filho...

 

 

02
Out16

Lição de Vida


Milheiras

 

Nós achamos sempre que somos correctos ou que estamos agir correctamente e depois levamos umas lições da vida, para abrir a pestana.

Hoje levei eu 1º e a seguir o meu filho.

Um casal amigo pediu-me se eu tinha umas coisas a mais do meu filho (roupas e brinquedos) que já não quiséssemos, porque mudaram de  casa e tinham pouca coisa pois só lhes foi possível trazerem o essencial.

Arranjei umas coisas que já não serviam ao meu filho, os brinquedos é que foi pior, mas lá arranjamos alguns e fomos.

Vivem numa casa bastante humilde mas com as condições essenciais. Pediram alguns apoios sociais incluído alimentação. E foi aí que levei uma lição, sempre pensei que esses apoios eram para os mais pobres neste momento para a casa deles entra mais dinheiro mensalmente do que para a minha. Caiu a ficha : "Eu estou entre os mais pobres".

A seguir foi o meu filho foi uma luta para se desfazer de meia dúzia de brinquedos para levarmos. Chegamos lá o filho do casal tinha apenas 3 brinquedos, ainda assim queria dar um deles ao meu filho, porque não tinha nada mais para lhe dar...

 

"Toma batatas de Roma!"

 

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05
Set16

Como sabemos que estamos velhos?


Milheiras

Este post tem a sua inspriração no Post  do Blog Em busca da Felicidade! Mais precisamente na nota final que passo a transcrever:

"Nota final: eish, borrachas laranja e azul para apagar caneta! eish, o Michael Knight! Eish, estamos velhos, pá!"

 

Depois de ler isto, comecei a recordar as coisas que me fazem sentir velha, e são tantas...

Eu ainda sou do tempo...

 

... em que grandes rebanhos de ovelhas atravessam as ruas da vila e as mulheres à porta de à espera que elas passassem, depois desciam os seus "piais"  munidas de pás pequeninas e vassourinhas de palha, curvadas sobre a rua apanharem as "caganitas" para colocarem nos vasos das flores...

 

... eu aindo sou do tempo em que em todas as ruas havia mulas ou burros e que muitos entravam pela porta principal...

 

...ainda sou do tempo em que os homens estacionavam as motorizadas à porta do barbeiro para verem os calendários de mulheres nuas que cobriam a parede da barbearia, e a que a porta se encostava para qualquer criança ou senhora mais curiosa...

 

... ainda sou do tempo em que só comia frango assado quando vinha há Feira (2 vezes por ano)...

 

... ainda sou do tempo de andar de carreira, para todo o lado que fosse preciso sair da vila...

 

... ainda sou do tempo das mercearias...

 

... ainda sou tempo em que trazias as cadeiras e mochos e para rua nas noites quentes de verão e conversavamos uns com os outros e nas noites de torada abriasse a janela para ver a tourada da rua.

 

... ainda sou do tempo em televisão era a preto e branco...

 

...ainda sou do tempo de acordar com a música "António Saala" da rádio...

 

....das borrachas laranja e azul e apagavam caneta e furavam folhas....

 

E vocês?

 

 

 

10
Ago16

Quando nos transformamos na nossa mãe?


Milheiras

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Quando começamos a formar a nossa personalidade e no fundo a despertar para o mundo que nos rodeia, olhamos para determinadas atitudes dos nossos pais e dizemos:

"Eu nunca vou fazer isto a uma filho meu!"

" Eu nunca vou dizer isto um filho meu!"

"Eu nunca vou ser assim!"

O meu pai sempre foi uma pessoa ponderada, também tem as suas falhas, mas eu sempre me dei bem com ele e continuo a dar. Já a relação com a minha mãe sempre foi muito conflituosa, e continua a ser embora desde que eu sou mãe há uma espécie e paz podre entre nós. Mas dantes, eu dizia que tínhamos uma relação conflituosa porque que eu era o oposto dela, hoje tenho consciência que é exactamente o o contrário! Sou demasiado parecida com ela, tanto que luto para ser oposto, o que faz com que esteja em conflito permanente comigo mesma e por sua vez com ela. Mas se há coisa de que me orgulho é ser uma mãe descontraída, embora isso para mim muitas vezes seja motivo de sofrimento interno.

Por vezes dou por mim a evitar transformar-me na minha mãe!

20
Jun16

O que aconteceu com a HUMANIDADE?


Milheiras

Desde sábado que sinto uma revolução dentro de mim, uma culpa, mas sem saber o que poderia ter feito de outra forma.

No dia 9 de Janeiro, estava frio e chovia, e eu estava com mais 4 ou 5 pessoas numa capela muito mais pequena que o meu quarto(não tenho um quarto, lá muito grande), numa cidade do interior, a velar um tio. Se calhar devia dizer "o tio", o tio que era 13 anos mais velho que a minha mãe e com 25 anos ficou 4 irmãos para criar a mais nova com meses, e sem mulher nem namorada fixa. Claro está que apesar de os cuidar bem, talvez até conseguisse que eles estivessem mais bem tratados do que quando estavam com pai, como não era o pai, era jovem e não tinha mulher não pode ficar com eles, e eles foram entregues à mãe que os tinha abandonado. Mas o coração dele sempre foi de manteiga, sempre albergou tudo e todos, e sempre repartiu por muitos, era um Homem com H grande. No dia 9, no seu velório albergou um jovem. E foi assim que que eu percebi que não conhecia  a cidade onde vivia que a Humanidade não morava aqui , nem mesmo em mim.

O rapaz tinha chegado à 3 meses a Portugal,  vindo de um país longínquo onde tinha sido abandonado pela mãe, numa instituição. Tinha feito os 18 anos e teve de sair da instituição sem família naquele país que o quisesse ou pudesse receber a mãe foi buscá-lo.

Via-se que a maturidade era pouca, para os 18 anos.

Estou em crer que a mãe pensou que ia buscar aquele filho que tinha abandonado, ainda pequeno e o filho pensou que vinha encontrar a mãe com quem fantasiou nas noites frias e escuras da sua vida.

Mais uma prova que não há contos de fadas, e não foi nada disso que aconteceu. Não se davam! Por falta da sua maturidade e quem sabe ligeiro atraso, a mãe queria internar o filho numa instituição para pessoas com deficiência mental e motora, mas não podia porque ele já era maior de idade e o filho, não a  podia aturar dormia na rua, onde calhava, na noite de 9 de janeiro dormiu no chão perfeitamente envernizado de madeira, com um cobertor por baixo e um cobertor por cima e junto ao aquecedor, na capela onde velávamos  "o Tio".

 

Era um rapaz dócil de sorriso fácil, que queria voltar para sua terra, algumas pessoas que estavam presentes no velório aconselharam-no a ir às Entidades do Poder Local pedir ajuda, apercebemo-nos que a maioria das Entidades e Instituições Locais já sabiam do que se passava.

Mais tarde, soube que ainda era mais divulgado mas ninguém fez nada, a mãe trabalhava para uma instituição de solidariedade social, nunca falava no assunto.

Todos fingiam não saber do que se passava, as instituições e as pessoas. Todos olhámos para o lado, "ninguém podia fazer nada"...

No sábado, o rapaz apareceu a boiar no rio...

Pronto o problema resolveu-se já não envergonha a mãe, nem a entidades, nem instituições locais.

Não sei alguém se sente responsável pelo que aconteceu, mas eu pessoalmente sinto, não sei o que poderia ter feito, mas lamento profundamente este desfecho e nós todos comunidade tivemos a culpa.

 

Foram 9 meses, curioso não? o tempo de uma gravidez que costumam ser 9 meses de esperança e alegria.

 

Estes 9 meses foram de quê?

 

O que aconteceu com a HUMANIDADE?

 

 

 

 

22
Set15

Porquê?


Milheiras

Que Deus é este que faz sofrer os seus filhos mais indefesos? Que os obriga a travar batalhas cujo o final acaba de forma trágica. Que justiça há quando há pais que têm filhos saudáveis os torturam e matam, e outros que amam os filhos mais que a própria vida e vem uma maldita doença que lhos rouba. Como se pode viver depois de semelhante tragédia?

07
Ago14

Férias...


Milheiras

(imagem retirada da net)

 

Tem de a haver um luz ao fundo do túnel, uma esperança, que  vida não vai ser sempre madrasta...

O subsidio de desemprego subsequente acabou, evaporou-se, desapareceu....

Há quem me diga, deixa lá estás numas férias prolongadas.... ESTOU???????

Só se forem numas férias de terror... de sofrimento....

A única coisa que me agarra é que eu adoro sei mãe e o meu filho estará sempre em 1º lugar...

Tem de haver uma luz ao fundo do túnel....

 

04
Mai14

Ser mãe...


Milheiras

Ser mãe...

Para mim ser mãe é viver sobre o arame constantemente,

É viver com a dúvida...

É sentir a responsabilidade de dar as ferramentas mais adequadas,

É questionar-me se ele conseguirá utilizar as ferramentas da melhor forma...

Ser mãe...

É sentir uma felicidade imensa,

E sentir um medo profundo de perder essa felicidade.

Ser mãe...

É sorrir quando apetece chorar,

Mas também é chorar e rir, e rir e chorar.

Ser mãe...

É amar sem motivo.

É sofrer!

Ser mãe...

É esquecer o sofrimento por amor....

É esquecermo-nos de nós...

Ser mãe...

Para mim é ter um motivo para viver....

                            (Imagem retirada da net)

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