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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

31
Dez16

Balanço de 2016


Milheiras

Se o tivesse de descrever diria que tinha sido um Ano duro. Morreram muitas caras conhecidas, mas também morreram muitas caras minhas conhecidas, em circunstâncias difíceis, ou inesperadas. Por isso, digo que 2016 foi um ano duro. Difícil de agarrar, difícil de de passar, . A única palavra que me ocorre para descrevê-lo é sem dúvida "duro". Estou cheia de expectativas em relação ao novo ano, vamos ver se vai ser um ano generoso. Estou mesmo a precisar de um ano acolhedor, quente, carinhoso que venha cheio de coisas boas.

10
Ago16

Quando nos transformamos na nossa mãe?


Milheiras

Resultado de imagem para mae e filha

 

Quando começamos a formar a nossa personalidade e no fundo a despertar para o mundo que nos rodeia, olhamos para determinadas atitudes dos nossos pais e dizemos:

"Eu nunca vou fazer isto a uma filho meu!"

" Eu nunca vou dizer isto um filho meu!"

"Eu nunca vou ser assim!"

O meu pai sempre foi uma pessoa ponderada, também tem as suas falhas, mas eu sempre me dei bem com ele e continuo a dar. Já a relação com a minha mãe sempre foi muito conflituosa, e continua a ser embora desde que eu sou mãe há uma espécie e paz podre entre nós. Mas dantes, eu dizia que tínhamos uma relação conflituosa porque que eu era o oposto dela, hoje tenho consciência que é exactamente o o contrário! Sou demasiado parecida com ela, tanto que luto para ser oposto, o que faz com que esteja em conflito permanente comigo mesma e por sua vez com ela. Mas se há coisa de que me orgulho é ser uma mãe descontraída, embora isso para mim muitas vezes seja motivo de sofrimento interno.

Por vezes dou por mim a evitar transformar-me na minha mãe!

08
Ago16

Vida de desempregada (parte 2)


Milheiras

Quando estamos no desemprego temos (eu pelo menos) tendência ao isolamento, ainda por cima numa cidadezinha pequena, onde toda a gente se conhece e lá vem a tal perguntinha uma vezes com um tom de preocupação outras acompanhada daquele risinho irónico "Ainda estás em casa?".

("Raios que Diabo!se estivesse a trabalhar já saberiam, não?") - Isto é o que me passa pela cabeça, mas apenas respondo com um sorriso amarelo e o ligeiro aceno afirmativo, e por vezes um sim com uma voz sumida.

 

Pior do que isto só mesmo quando alguém te diz, já enviaste o CV para tal sítio? E nós vamos entregar o Cv e nos dizem que a vaga já está preenchida.

Mas a última vez fiquei destroçada, é que acho que o concurso era sério e a Instituição deveria ser o ideal para  mim. Mas já tinham feito as entrevista e a vaga já estava preenchida!

05
Ago16

Vida de desempregada


Milheiras

O nosso país acha que o desempregados não devem ter férias, afinal estão desempregados para que precisam delas? Não importa se o resto da famíliaestá de férias porque felizmente cá em casa não estamos todos desempregados, então o nosso IEFP achamou-nos para fazermos uma formação de Competências Empreendedoras 3 dias e meio.

 

 

 

09
Jul16

Verão=Férias vs Verão =Trabalho


Milheiras

 

 

Para muitos Verão é sinónimo de férias, não sei porquê, afinal a maioria das pessoas não tem mais de 22 dias de férias e o verão são cerca de 90 dias.

Para outros é sinal de trabalho.

 

Infelizmente, para mim , não é uma coisa, nem outra!

O dinheiro das férias foi para o frigorífico.

Como não vivo numa zona turistica, trabalho nem vê-lo , claro está trabalho remunerado.

 

Pois trabalho "voluntario" e sem remuneração é mais que muito! Limpezas grandes tanto na minha como na casa dos meus pais e horta, e transformação e armazenamento dos produtos da horta....

 

Mais um verão!!!!

20
Jun16

O que aconteceu com a HUMANIDADE?


Milheiras

Desde sábado que sinto uma revolução dentro de mim, uma culpa, mas sem saber o que poderia ter feito de outra forma.

No dia 9 de Janeiro, estava frio e chovia, e eu estava com mais 4 ou 5 pessoas numa capela muito mais pequena que o meu quarto(não tenho um quarto, lá muito grande), numa cidade do interior, a velar um tio. Se calhar devia dizer "o tio", o tio que era 13 anos mais velho que a minha mãe e com 25 anos ficou 4 irmãos para criar a mais nova com meses, e sem mulher nem namorada fixa. Claro está que apesar de os cuidar bem, talvez até conseguisse que eles estivessem mais bem tratados do que quando estavam com pai, como não era o pai, era jovem e não tinha mulher não pode ficar com eles, e eles foram entregues à mãe que os tinha abandonado. Mas o coração dele sempre foi de manteiga, sempre albergou tudo e todos, e sempre repartiu por muitos, era um Homem com H grande. No dia 9, no seu velório albergou um jovem. E foi assim que que eu percebi que não conhecia  a cidade onde vivia que a Humanidade não morava aqui , nem mesmo em mim.

O rapaz tinha chegado à 3 meses a Portugal,  vindo de um país longínquo onde tinha sido abandonado pela mãe, numa instituição. Tinha feito os 18 anos e teve de sair da instituição sem família naquele país que o quisesse ou pudesse receber a mãe foi buscá-lo.

Via-se que a maturidade era pouca, para os 18 anos.

Estou em crer que a mãe pensou que ia buscar aquele filho que tinha abandonado, ainda pequeno e o filho pensou que vinha encontrar a mãe com quem fantasiou nas noites frias e escuras da sua vida.

Mais uma prova que não há contos de fadas, e não foi nada disso que aconteceu. Não se davam! Por falta da sua maturidade e quem sabe ligeiro atraso, a mãe queria internar o filho numa instituição para pessoas com deficiência mental e motora, mas não podia porque ele já era maior de idade e o filho, não a  podia aturar dormia na rua, onde calhava, na noite de 9 de janeiro dormiu no chão perfeitamente envernizado de madeira, com um cobertor por baixo e um cobertor por cima e junto ao aquecedor, na capela onde velávamos  "o Tio".

 

Era um rapaz dócil de sorriso fácil, que queria voltar para sua terra, algumas pessoas que estavam presentes no velório aconselharam-no a ir às Entidades do Poder Local pedir ajuda, apercebemo-nos que a maioria das Entidades e Instituições Locais já sabiam do que se passava.

Mais tarde, soube que ainda era mais divulgado mas ninguém fez nada, a mãe trabalhava para uma instituição de solidariedade social, nunca falava no assunto.

Todos fingiam não saber do que se passava, as instituições e as pessoas. Todos olhámos para o lado, "ninguém podia fazer nada"...

No sábado, o rapaz apareceu a boiar no rio...

Pronto o problema resolveu-se já não envergonha a mãe, nem a entidades, nem instituições locais.

Não sei alguém se sente responsável pelo que aconteceu, mas eu pessoalmente sinto, não sei o que poderia ter feito, mas lamento profundamente este desfecho e nós todos comunidade tivemos a culpa.

 

Foram 9 meses, curioso não? o tempo de uma gravidez que costumam ser 9 meses de esperança e alegria.

 

Estes 9 meses foram de quê?

 

O que aconteceu com a HUMANIDADE?

 

 

 

 

19
Mar16

Dia do pai


Milheiras

Tenho descoberto nos últimos que sou mais parecida com o meu pai do que pensava ou esperaria. Não sei se ele sabe o quanto eu o amo, não somos assim tão próximos fisicamente!! São feitios! Mas sem dúvida que ele é o melhor pai que eu podia ter!

Mas o dia de hoje é marcado pela 1ª ausência, de alguém que fazia anos hoje e não se chamava José, porque quando nasceu já tinha um irmão chamado José e que curiosamente era o meu avô, avô esse que nunca conheci, então foi o seu irmão Manuel que nasceu no dia de S. José, que nunca foi pai, nunca me deu colo como avô, mas ganhou sem eu estar à espera ganhou o lugar de avô no meu coração, este lugar ficou ainda mais marcado quando ele se comportou como um verdadeiro bisavô com o meu filho, dando o colo nunca me deu a mim.

Hoje farias anos 94 senão estou enganada, a morte é sempre sem sentido, mas ainda mais a tua quando fizeste os 90 tiveste um enfarte, julgamos-te perdido, fizeram-te um cateterismo e recuperaste contra todas as expectativas, já o tinhas feito quando tiveste o AVC aos 87. E depois no ano passado adoeceste assim com uma indisposição que se foi agravando, quando partiste parecias saído de um filme sobre o holocausto...

Mas não é isso que quero recordar hoje quer lembrar o teu sorriso, neste dia na instituição onde estavas deram uma lembrança qualquer sobre o dia do pai, a ti não tens filhos e nunca foste pai, tu acreditaste que tinha sido pelo teu aniversário e mostraste-me com um sorriso, o último sorriso sem sombras de sofrimento que vi. Tenho tantas saudades tuas...Fazes-me tanta falta, uma falta que eu nem imaginava que podia sentir!

Como alguém disse, não sei quem: "Enquanto, houver uma pessoa que se lembre de ti, nunca terás morrido!"

Eu já mais me esquecerei de ti!!!

09
Fev16

Pensamentos soltos...


Milheiras

O 2016 começou e eu nem fiz o meu balanço anual, também deixei passar o dia do meu aniversário em branco. Este ano não está a ser fácil em nenhuma das vertentes. No entanto pela primeira vez em 13 anos, decidimos fazer umas mini férias pelo aniversário do husband. Existem sítios que nos preenchem seja verão ou inverno, esteja sol ou chuva. Que sem querer nos obrigam a carregar baterias! Escapadelas destas só fizemos uma vez na vida, ainda solteiros e sem filhos! Com filhos é diferente, não podemos poupar nas refeições, não dá para no nos sentarmos à porta de um cemitério a comer sandes de atum. Fomos dar uma volta pelas redondezas de carro e na rádio vaticinavam como seria o nosso país em 2036. E eu também pensei sobre o assunto. Em 2036: O meu filho tem 25 anos. Eu tenho 54 anos, o meu husband 55. Será que ainda estaremos casados? Isso significa que já estamos casados à 29 anos. O meu pai terá 82 anos e a minha mãe 85. Os meus sogros 83. O meu cunhado 48 anos. Não consigo imaginar que país teremos nem que vida eu terei. Sei, sim o que gostava que acontecesse. Que eu fosse feliz, que o meu filho fosse feliz. Gostava que eu tivesse tido mais filhos, pelo menos mais 2. Que a nossa vida fosse mais próspera , nomeadamente a nível financeiro. Que estas escapadelas sejam uma regra é não uma excepção! Que eu possa ter uma casa no meu lugar de sonho. Que apesar dos altos e baixos da vida que eu esteja satisfeita com a vida.

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