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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

01
Mai14

Afinal o 1º de Maio não foi inventado pelos comunistas...


Milheiras

 

retirado do site: http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?ID=677&P=Sabias

 

 

1.º de Maio - Dia do Trabalhador

 
  • Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador.
  • As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX.
  • Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!
  • Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.
  • Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
  • A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos.
  • Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.
  • Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições.
  • Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca!
  • Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo.
  • Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes.
  • Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago".
  • Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias!
  • Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.
  • Sabias que só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia?

 

 

retirado do site: http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?ID=677&P=Sabias

26
Abr14

25 de abril, porquê?


Milheiras

cravo40anos

 

Para quem se esqueceu porque se fez o 25 de Abril, deixo este discurso, no mínimo memorável, do Prof.  Prates Miguel.

 

"Desde 1926 e durante 48 anos, Portugal foi governado com mão de ferro pelo ditador Oliveira Salazar e seu delfim Marcello Caetano, num regime autocrático e corporativista, cuja ferocidade era branqueada pela expressão “ ESTADO NOVO”.

 

 

A bota da oligarquia de inspiração fascista esmagava um país marcado pela clamorosa assimetria social e económica, onde pequenos deuses caseiros e seus caciques, sugavam o suor de um povo de brandos costumes que sofria as passas de todos os algarves.

 

 

Nos campos e nas fábricas, assalariados rurais e operários, eram vítimas indefesas da gula e da rapina de latifundiários e patrões.

 

 

Na guerra colonial desencadeada em 1961 pelos Movimentos de Libertação indígenas nas então designadas Províncias Ultramarinas, a nossa tropa era dizimada na flor da vida ou de lá voltava estropiada e traumatizada.

 

 

Enquanto isso, o casmurro tirano recusava uma solução política para o conflito, fazia ouvidos de mercador aos apelos da comunidade internacional e declarava-se “orgulhosamente só” numa pátria virtualmente soberana desde o Minho até Timor.

 

Devido à hemorragia da emigração “a salto” para França e Alemanha, a nação agonizava na cauda da Europa sem oportunidades nem horizontes.

 

 

A Censura castrava a informação na imprensa, na rádio e na televisão, como apreendia livros incómodos nas livrarias, passava a pente fino exibições de filmes nas salas de cinema e filtrava papéis de actores no palco de teatros.

 

 

A polícia política (PIDE/DGS) perseguia, detinha, espancava, torturava, encarcerava e matava sem dó nem piedade qualquer cidadão suspeito de oposição à política arrogante dos vampiros aquartelados no Poder.

 

 

Por seu turno, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reprimia e desmobilizava com cavalos, bastões e balas qualquer foco de agitação laboral, quer os alvos fossem uma ceifeira em Baleizão ou um vidraceiro na Marinha Grande.

 

 

As Universidades eram inatingíveis à generalidade dos filhos de  camponeses e artífices e nelas era debitado da cátedra um ensino escolástico, nada pragmático nem virado para o mercado de trabalho dos futuros licenciados, pelo que na segunda metade da década de 60 alojou-se nas academias universitárias o “vírus” da reforma e da democratização do acesso às escolas superiores.

 

 

Simultaneamente, organizava-se a resistência na clandestinidade e no exílio e à medida que a revolta alastrava, a repressão crescia em espiral, até que o descontentamento instalou-se no seio das Forças Armadas pela mão dos jovens capitães milicianos.

 

 

Depois de uma tentativa gorada em 16 de Março, a partir do Regimento de Infantaria das Caldas da Rainha, o Movimento das Forças Armadas, finalmente, na madrugada de 25 de Abril, surpreendeu em barrete e ceroulas os administradores dos pontos nevrálgicos do Poder. A Revolução dos Cravos triunfava sobre a reacção dos tiranetes.

 

 

A Liberdade enxurrava nas ruas de Lisboa, fazia eco nas montanhas, varria as planícies e viajava nas asas das gaivotas até às grades das celas de Caxias e Peniche, apinhadas de resistentes condenados por delito de opinião em Tribunais Plenários orquestrados.

 

 

Desde então, governados ora assim, ora assado, os portugueses alcançaram um estatuto de cidadania compatível com o Estado de Direito instituído e os níveis de qualidade de vida subiram para patamares , digamos, confortáveis…

 

 

Porém, 40 anos volvidos, se aqui estamos em plena liberdade de associação, reunião e expressão ( uma das conquistas de Abril), penosas são outras evidências: O estado social, está moribundo; A Saúde, a Educação, a Justiça, estão pelos olhos da cara e ficando centralizadas  a léguas e léguas dos potenciais utentes… A actividade económica está… desactivada; A construção de uma sociedade inclusiva, participada, aberta, plural, intergeracional e qualificada… implodiu! A carga fiscal, não há asno que a carregue nem albarda que a aguente; As insolvências e as penhoras, são uma praga… A corrupção ilibada e o tráfico de influências, galopam à rédea solta…A velhice de reformados e pensionistas está um pesadelo… Jovens técnicos demandam ocupação noutras paragens… O flagelo do desemprego fustiga  as famílias e fomenta a criminalidade. E quem pode, quer e manda, sabe que o povo resmunga mas cala-se com uma côdea de pão e um bilhete para o circo.

 

[...]

 

Termino, neste 40º aniversário da revolução que devolveu a Portugal uma democracia cheia de sangue na guelra e cristalina de ideais, mas nesta data lazarenta de quistos e abcessos, em jeito de aviso à navegação, citando o operacional capitão de Abril Salgueiro Maia que mediou a rendição de Marcello Caetano ao MFA no Quartel do Carmo. Disse o lúcido capitão, herói de Abril, que sempre dispensou honrarias, na véspera da sua morte prematura “ Não se preocupem com o local onde vão sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir”.

 

 

Viva, pois, o 25 de Abril!"

 

 

 

Intervenção de Prates Miguel na Sessão da AM realizada em 25 de Abril de 2014

 

24
Abr14

25 de Abril


Milheiras

 

 

 

Apesar de o dia 25 de Abril ser muito importante na minha vida, nunca falei muito dele, sempre me transmitiram que este dia tinha sido muito especial, era diferente de todos os outros, no Natal, Ano Novo e na Páscoa tentava vestir quando era possível roupa nova. Mas no 25 de Abril e no 1º de Maio o importante era vestir algo vermelho vivo, novo ou não. Havia uma alegria e ao mesmo tempo um medo no ar. Nasci  no principio dos anos 80, o 25 Abril era um pouco tabu, não se falava abertamente, na altura não percebia porquê. Depois com 15 anos estava a frequentar o 9º ano e tive o melhor professor da minha vida ( desculpem todos os outros), mas provavelmente este foi o melhor professor do mundo. O Prof. Paulo Silva ( Nunca mais tive noticias deste professor, mas sem dúvida que era um ser iluminado) que nos fez fazer um trabalho sobre o 25 de Abril onde descobri o pelos meus olhos o que tinha sido o 25 de Abril. Esta imagem foi das que mais me marcou, hoje que sou mãe tem outro significado.

É com muita alegria que vejo que após 40 anos o 25 de Abril é mais falado e há mais interesse por ele, e pelo seu significado. Embora ainda se sinta algum medo no ar...

 

 

 

 

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