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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

18
Jan20

Medo vs Receio


Milheiras

Medo - sentimento de inquietação que surge com a ideia de um perigo real ou aparente (https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/medo)

Receio - estado de incerteza ou dúvida acompanhada de temor; apreensão (https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/receio)

Quando é que é medo e quando é que é receio?

Quando é que o receio ou o medo deixam de ser normais e passam a patológicos?

Tenho medo de morrer???

Não, tenho medo de não ver os meus filhos crescerem...

Tenho medo, pavor, pânico que lhes aconteça algo...

Fico muita aflita, principalmente quando sei que vão estar afastados de mim...

Estúpido, não! Quando a única perda que tive estava junto a mim, dentro de mim...

Não quero pensar em karma, nem o que vim fazer nesta vida e o que vieram fazer os meus...

 

 

23
Ago19

Reviravoltas da vida...


Milheiras

O meu mundo estava quase perto da perfeição...Ckaro que com um bebé de meses na minha vida. Ainda a assim estava tudo a correr... Até ao dia 3 de Agosto...Dia em que fui submetida a uma cirugia de urgência... E fez com que celebrasses os teus 3 meses no hospital, por causa de mim... Agora impedida de dar colo... É um tormento sentir o teu cheiro...sem conseguir sentir o teu calor....

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24
Mar19

Sonhar...


Milheiras

O sonho continua, já não falta tudo mas o medo continua  acompanhar-nos.

Falando com alguém que também teve experiências difíceis : "Ao menos conseguiste desfrutar de uma das etapas inocentemente, desfrutando de tudo como se fosse impossível algo correr mal."

E é verdade da 1ª vez havia uma inocência que levava a crer que nada podia correr mal, agora um medo sempre presente...

Mas a querer acreditar que tudo irá correr bem...

 

Resultado de imagem para boneco desenhado de menina bebe

 

09
Out18

Esperança


Milheiras

Existe uma luz...

Mas o medo é terrível, medo voltar a acontecer... Medo da perda... Medo da repetição... Medo...

No passado, da outra vez as consultas eram momentos únicos em que nos sentíamos mais perto do sonho, quase que o podíamos abraçar...

 

Hoje as consultas são o medo... O medo do silêncio, da morte quando se quer transbordar de vida...

 

Hoje a Andreia Rodrigues e outra Ana, levaram o tema ao novo programa da Júlia Pinheiro.

Gostava tanto de poder falar com elas ter partilhado a minha dor... Der dito que me sinto culpada, que tal como a Ana não tive coragem para ver...

E que tenha medo, que tenho medo de dizer que há esperança, tenho medo de ter esperança...

25
Ago17

"O tempo tudo cura!"


Milheiras

O tempo vai passando, a dor permanece. Mas parece que tudo aconteceu, há muito tempo. No meu pensamento habitam novos medos, quero acreditar que a morte habitou em mim, por algum motivo. Não me consigo aproximar da religião para explicar o que aconteceu. Não quero pensar que foi um sinal para mudar de vida. Não consigo entender nem sei se é necessário entender. Se calhar é só aceitar, mas como posso aceitar ou não aceitar uma situação destas? Sei o que sinto, uma sensação de impotência, de tristeza e incompreensão. Nem o papel do porquê a mim eu consigo vestir... Agora começo a conseguir falar sobre o assunto. De repente sinto - me velha, sem conseguir fazer planos para o futuro tamanha é a sensação de impotência.

04
Jun17

1 de junho (Dia Mundial da Criança)


Milheiras

28
Mai17

Pesadelo Real... 6 de Maio


Milheiras

 

 

 

Desde o dia 3 de Maio pelas 16 horas até ao momento que tenho vivido um pesadelo real...

Foi horrível fisicamente, mas psicologicamente é melhor nem falar, porque continua a ser horrível, embora por momentos consiga esquecer o que se passou...

Desde o momento em que soube que o feto não tinha batimentos que a dor na alma é lacerante...

No dia 4 passei o dia todo a chorar, a desejar que a morte saísse de dentro de mim...

A física só começou na noite de 3 para 4 de maio e intensificou-se na noite de 5 para 6 de maio, a que culminou com a expulsão do feto por volta das 7 da manhã do dia 6 de Maio, mas com contracções até por volta das 13 horas, ironicamente na véspera do dia da Mãe.

O médico tinha-me explicado tudo o que poderia acontecer, e caso acontecesse para lhe ligar, mas também disse que se não acontecesse nada que no dia 8 segunda-feira teríamos de tratar de tudo.

Com mais alguma ajuda da Internet, estava preparada para perceber o que se ia passar comigo e com o meu corpo...

Por isso quando senti aquele corrimento incontrolável saltei da cama e corri para casa de banho deixando um rasto de sangue e levando o telemóvel comigo para chamar o meu marido, em pleno processo telefonei para o trabalho e pedi-lhe que viesse...

Senti sair aquela bola suave, que não tive coragem de ver , pensei que ia desmaiar, bati na minha própria cara com a mãos molhadas em água gelada, nem sei qual dor era mais incapacitante parece que se tinha partido alguma no meu peito e as entranhas sangrando, saindo depois varias vezes bolas suaves mas mais pequenas... Não tive coragem para ver o que saiu...

Abracei o meu marido, nem coragem tive para chorar...

Sabia que a morte não podia continuar a habitar o meu ventre, mas o que saia de mim não era a morte, era o meu filho...

 

 

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