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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

Adivinha!

23
Ago19

Reviravoltas da vida...


Milheiras

O meu mundo estava quase perto da perfeição...Ckaro que com um bebé de meses na minha vida. Ainda a assim estava tudo a correr... Até ao dia 3 de Agosto...Dia em que fui submetida a uma cirugia de urgência... E fez com que celebrasses os teus 3 meses no hospital, por causa de mim... Agora impedida de dar colo... É um tormento sentir o teu cheiro...sem conseguir sentir o teu calor....

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24
Mar19

Sonhar...


Milheiras

O sonho continua, já não falta tudo mas o medo continua  acompanhar-nos.

Falando com alguém que também teve experiências difíceis : "Ao menos conseguiste desfrutar de uma das etapas inocentemente, desfrutando de tudo como se fosse impossível algo correr mal."

E é verdade da 1ª vez havia uma inocência que levava a crer que nada podia correr mal, agora um medo sempre presente...

Mas a querer acreditar que tudo irá correr bem...

 

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09
Out18

Esperança


Milheiras

Existe uma luz...

Mas o medo é terrível, medo voltar a acontecer... Medo da perda... Medo da repetição... Medo...

No passado, da outra vez as consultas eram momentos únicos em que nos sentíamos mais perto do sonho, quase que o podíamos abraçar...

 

Hoje as consultas são o medo... O medo do silêncio, da morte quando se quer transbordar de vida...

 

Hoje a Andreia Rodrigues e outra Ana, levaram o tema ao novo programa da Júlia Pinheiro.

Gostava tanto de poder falar com elas ter partilhado a minha dor... Der dito que me sinto culpada, que tal como a Ana não tive coragem para ver...

E que tenha medo, que tenho medo de dizer que há esperança, tenho medo de ter esperança...

25
Ago17

"O tempo tudo cura!"


Milheiras

O tempo vai passando, a dor permanece. Mas parece que tudo aconteceu, há muito tempo. No meu pensamento habitam novos medos, quero acreditar que a morte habitou em mim, por algum motivo. Não me consigo aproximar da religião para explicar o que aconteceu. Não quero pensar que foi um sinal para mudar de vida. Não consigo entender nem sei se é necessário entender. Se calhar é só aceitar, mas como posso aceitar ou não aceitar uma situação destas? Sei o que sinto, uma sensação de impotência, de tristeza e incompreensão. Nem o papel do porquê a mim eu consigo vestir... Agora começo a conseguir falar sobre o assunto. De repente sinto - me velha, sem conseguir fazer planos para o futuro tamanha é a sensação de impotência.

04
Jun17

1 de junho (Dia Mundial da Criança)


Milheiras

28
Mai17

Pesadelo Real... 6 de Maio


Milheiras

 

 

 

Desde o dia 3 de Maio pelas 16 horas até ao momento que tenho vivido um pesadelo real...

Foi horrível fisicamente, mas psicologicamente é melhor nem falar, porque continua a ser horrível, embora por momentos consiga esquecer o que se passou...

Desde o momento em que soube que o feto não tinha batimentos que a dor na alma é lacerante...

No dia 4 passei o dia todo a chorar, a desejar que a morte saísse de dentro de mim...

A física só começou na noite de 3 para 4 de maio e intensificou-se na noite de 5 para 6 de maio, a que culminou com a expulsão do feto por volta das 7 da manhã do dia 6 de Maio, mas com contracções até por volta das 13 horas, ironicamente na véspera do dia da Mãe.

O médico tinha-me explicado tudo o que poderia acontecer, e caso acontecesse para lhe ligar, mas também disse que se não acontecesse nada que no dia 8 segunda-feira teríamos de tratar de tudo.

Com mais alguma ajuda da Internet, estava preparada para perceber o que se ia passar comigo e com o meu corpo...

Por isso quando senti aquele corrimento incontrolável saltei da cama e corri para casa de banho deixando um rasto de sangue e levando o telemóvel comigo para chamar o meu marido, em pleno processo telefonei para o trabalho e pedi-lhe que viesse...

Senti sair aquela bola suave, que não tive coragem de ver , pensei que ia desmaiar, bati na minha própria cara com a mãos molhadas em água gelada, nem sei qual dor era mais incapacitante parece que se tinha partido alguma no meu peito e as entranhas sangrando, saindo depois varias vezes bolas suaves mas mais pequenas... Não tive coragem para ver o que saiu...

Abracei o meu marido, nem coragem tive para chorar...

Sabia que a morte não podia continuar a habitar o meu ventre, mas o que saia de mim não era a morte, era o meu filho...

 

 

30
Set16

A Escola


Milheiras

" O trabalho dessas pessoas, a princípio estranhas, que passam a maior parte do dia connosco, é de grande importância e vai-nos acompanhar para o bem e para o mal para o resto da vida. Mas o contributo fundamental para a nossa formação, é que vai determinante no tipo de pessoa que vamos ser, vem dos nossos pais." p.p. 14 In "Sejam Felizes!" de José Ceitil

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