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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

24
Mar19

Sonhar...


Milheiras

O sonho continua, já não falta tudo mas o medo continua  acompanhar-nos.

Falando com alguém que também teve experiências difíceis : "Ao menos conseguiste desfrutar de uma das etapas inocentemente, desfrutando de tudo como se fosse impossível algo correr mal."

E é verdade da 1ª vez havia uma inocência que levava a crer que nada podia correr mal, agora um medo sempre presente...

Mas a querer acreditar que tudo irá correr bem...

 

Resultado de imagem para boneco desenhado de menina bebe

 

21
Dez18

Descobertas...


Milheiras

De facto o convívio entre as pessoas é fundamental. Cada vez me convenço mais que para saber quem somos temos de conhecer o o nosso passado.  Sempre olhei para a tua fotografia e achei nela qualquer coisa de diferente. Mas pensei sempre que teria influnciada por ter sido feita nos Estados USA. Parece que tinhas aquela fisionomia de indígena. Afinal aos quase 37 anos fiquei a saber que afinal és descendente de escravos.... É agora faz todo o sentido...... O cabelo seco é com jeitos, com poucos cabelos brancos. , ancas largas, altura fora do normal, nome brazonado. Claro os escravos assumiam o nome dos seus senhores.... Desde miúda o fascínio por África, o aguentar melhor o calor.... Que o frio... Faz todo o sentido.... Assim como hei de descobrir como o lado latino é tão claro..... A esperança vai mantendo - se a medo mas mantém - se.

09
Out18

Esperança


Milheiras

Existe uma luz...

Mas o medo é terrível, medo voltar a acontecer... Medo da perda... Medo da repetição... Medo...

No passado, da outra vez as consultas eram momentos únicos em que nos sentíamos mais perto do sonho, quase que o podíamos abraçar...

 

Hoje as consultas são o medo... O medo do silêncio, da morte quando se quer transbordar de vida...

 

Hoje a Andreia Rodrigues e outra Ana, levaram o tema ao novo programa da Júlia Pinheiro.

Gostava tanto de poder falar com elas ter partilhado a minha dor... Der dito que me sinto culpada, que tal como a Ana não tive coragem para ver...

E que tenha medo, que tenho medo de dizer que há esperança, tenho medo de ter esperança...

25
Ago17

"O tempo tudo cura!"


Milheiras

O tempo vai passando, a dor permanece. Mas parece que tudo aconteceu, há muito tempo. No meu pensamento habitam novos medos, quero acreditar que a morte habitou em mim, por algum motivo. Não me consigo aproximar da religião para explicar o que aconteceu. Não quero pensar que foi um sinal para mudar de vida. Não consigo entender nem sei se é necessário entender. Se calhar é só aceitar, mas como posso aceitar ou não aceitar uma situação destas? Sei o que sinto, uma sensação de impotência, de tristeza e incompreensão. Nem o papel do porquê a mim eu consigo vestir... Agora começo a conseguir falar sobre o assunto. De repente sinto - me velha, sem conseguir fazer planos para o futuro tamanha é a sensação de impotência.

04
Jun17

1 de junho (Dia Mundial da Criança)


Milheiras

30
Mai17

Pesadelo Real - 8 de Maio


Milheiras

Tal como estava combinado lá fui ter com médico, na segunda 8 maio.

Levava comigo o saco da "maternidade", camisas de dormir, robe, chinelos e muitos pares de cuecas, pensos ultra absorventes de noite, e artigos de higiene pessoal. O saco e o ovo, a primeira roupinha do bebé ficou em casa desta vez estava destinado que viesse de braços vazios. Tremia que nem varas verdes, quando cheguei ao hospital. Os olhares de pena quando dizia que tinha um aborto retido.

Depois o chegar ao piso da maternidade/pediatria, encontrar grávidas com barrigões e sorrisinhos nervosos, ouvir o choro dos bebés ainda tão pequeninos...

E eu saber que a morte habitou o meu ventre, e o pavor de ter de passar por tudo outra vez, era sufocante, apesar de tentar manter um sorriso na cara, houve um momento em que correram duas lágrimas furtivas.

O ter de deixar o meu marido, na sala de espera e entrar sozinha atrás do médico, fui a mais profunda sensação de solidão, desta vez até os corredores me pareceram mais sombrios.

O ser observada e ver debaixo de mim um balde à espera... O terror, o desespero inundava-me e eu gelava e permanecia no mais profundo dos silêncios, nem as lágrimas queriam assistir...

E o médico respondeu: "Está tudo limpo!"

E a dor cravou-se no meu peito, perdi o meu filho e lembrei das palavras do José Luís Peixoto: "Um filho só de sangue..." que eu deixei escorrer...

E o vazio apoderou-se de mim... Porque não quiseste ser meu filho????

 

 

 

 

"Esse filho só de sangue que te escorre pelas pernas. Sou eu. Podíamos ter-lhe ensinado as palavras, mas o seu nome é agora de sangue. Podíamos ter fechado a sua mão pequena dentro da nossa, mas a sua mão é agora de sangue. Esse filho só de sangue que te escorre pelas pernas e morre sou eu, o meu sangue e a minha memória."

"Fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga."

"Vamos separar-nos, nada nunca mais me trará
os teus olhos ou os teus dedos ou tantas coisas
que eram palavras, nada, nunca mais, manhã após
manhã, te mostrará o meu rosto a acordar. nem as
estrelas, nem a cama antes de adormecer. nada.
Vamos separar-nos, e nada nunca mais nos poderá
unir, nem mesmo o tempo. nem mesmo a morte."

"não. ninguém irá saber o que aconteceu.
Estou muito cansado.
Apetece-me dormir até morrer."

 

José Luís Peixoto

in: A criança em ruínas

 

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