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Adivinha!

Adivinha sobre o que vou falar hoje? Um sitio onde posso falar de tudo o que me apetece...

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Adivinha!

16
Fev20

Dia dos Namorados


Milheiras

Não, não estou enganada. É mesmo do dia 14 de Fevereiro que quero falar. Dia dos Namorados...

Cada vez mais, exige-se da mulher mais e mais papeis, depois estes dias comerciais, como dia dos namorados, vendem casais e famílias de anuncios comerciais.

Depois as pessoas acreditam que é assim...

Ás vezes penso que eu é que sou disfuncional, porque apesar de estar em casa, não consigo manter a casa limpa e arrumada.

Ás vezes não tenho espaço na minha cama para dormir, outras simplesmente adormeço no sofá.

Ás vezes nem dou por as datas passarem...

Ás vezes penso que sou a única que não coloco a minha vida toda redes sociais.

Na minha casa, nem conseguimos jantar juntos muitas das vezes...

Ás vezes sinto-me uma ET....

 

 

 

 

20
Set16

Dá que pensar!


Milheiras

" A mente refugia-se num sistema confortável que nos faz sentir eternos, que nos faz esquecer os aspectos relacionados com a morte e a fragilidade da nossa existência. Isto tranquiliza-nos e faz-nos pensar que temos tempo para fazer tudo aquilo que queremos fazer. Mas o que a realidade nos diz, por seu lado, é algo radicalmente diferente: se estamos convictos e queremos algo na vida, temos de o fazer já, porque a única coisa que temos é  presente." José Luis Molinuevo in Viver com Alzheimer

29
Ago16

Será que alguma vez voltarei ?


Milheiras

Resultado de imagem para gravidez desenho

         (imagem retirada da net)

 

Quando ia escrever o titulo do post, dei por mim a escrever: "Será que alguma vez voltarei a ser mãe?". depois achei que era estúpido porque afinal de contas eu nunca deixei e jamais deixarei de ser mãe pois já tenho um filho. Dizer que "Será que alguma vez voltarei a estar grávida?" Também não me parece ter muita lógica, não é que não tenha gostado de estar grávida, até nem correu mal, mas o que foi realmente importante foi ter o meu filho. Talvez se adequasse mais "Será que alguma vez vou ter outro filho?".

É um sonho como tantos outros que está adormecido, qual é o problema? .

O problema é que o 35 estão quase a bater à porta, o meu filho para o mês que vem faz 6 anos, e eu queria que ele tivesse um irmão mas quanto mais cedo melhor... Tenho medo que já não sejam companheiros, tenho medo que o meu filho sinta esta solidão perpetua e inexplicável. Tenho medo de não ter com quem partilhar este amor todo e sufocá-lo como e fui sufocada.

Queria tanto ter pelo menos outro filho. O ideal para mim seria mais dois, sempre sonhei em ter 3 filhos.

Depois acordo para a realidade, com o meu marido a dizer: "Estás doida??!! como vamos conseguir aguentar-nos? Assim já um sufoco todos os meses!!"

Sorrio e digo: "sei lá!" (agora era aquela parte que atirava o cabelo para trás das costas, mas não tenho cabelo para isso) "Como os outros se aguentam!"

Ele responde: "Arranja lá um trabalho e depois pensamos nisso!!"

 

Já não tenho mais argumentos, ele tocou no meu ponto fraco, sei que não o faz por mal, mas pronto desarmou-me, eu sei que ele tem razão, mas na minha cabeça....

Mas na minha cabeça ficam perguntas, muitas perguntas:

- E quando é que vou arranjar trabalho? (ando nesta instabilidade há 5 anos, desempregada mesmo há 1 ano consecutivo, sem perspectivas de melhoras)

- Se arranjar trabalho, como vou poder engravidar? ( Se arranjar trabalho não vou poder engravidar, quem é que quer uma empregada grávida?)

- Se engravido, como arranjo trabalho? ( Se assim é tão difícil imagino grávida!)

- Se não engravido agora, engravido quando? (O relógio não pára!)

 

Resultado de imagem para areia por entre os dedos

 

 

 

16
Ago16

Será que nos apagamos com o passar do tempo?


Milheiras

 

Será que nos apagamos com o passar do tempo? Será que nos tornamo-nos mais invisíveis com o passar dos anos? Ou será que somos nós que nos anulamos e tentamos passar despercebidos? Hoje alguém com quem eu não tenho muita confiança, veio cumprimentar-me, acho que me deve ter confundido com alguém. Ou então talvez não esteja tão invisível quanto eu pensava . Ou talvez o tempo não nos apague assim tão depressa!

 

 

20
Jun16

O que aconteceu com a HUMANIDADE?


Milheiras

Desde sábado que sinto uma revolução dentro de mim, uma culpa, mas sem saber o que poderia ter feito de outra forma.

No dia 9 de Janeiro, estava frio e chovia, e eu estava com mais 4 ou 5 pessoas numa capela muito mais pequena que o meu quarto(não tenho um quarto, lá muito grande), numa cidade do interior, a velar um tio. Se calhar devia dizer "o tio", o tio que era 13 anos mais velho que a minha mãe e com 25 anos ficou 4 irmãos para criar a mais nova com meses, e sem mulher nem namorada fixa. Claro está que apesar de os cuidar bem, talvez até conseguisse que eles estivessem mais bem tratados do que quando estavam com pai, como não era o pai, era jovem e não tinha mulher não pode ficar com eles, e eles foram entregues à mãe que os tinha abandonado. Mas o coração dele sempre foi de manteiga, sempre albergou tudo e todos, e sempre repartiu por muitos, era um Homem com H grande. No dia 9, no seu velório albergou um jovem. E foi assim que que eu percebi que não conhecia  a cidade onde vivia que a Humanidade não morava aqui , nem mesmo em mim.

O rapaz tinha chegado à 3 meses a Portugal,  vindo de um país longínquo onde tinha sido abandonado pela mãe, numa instituição. Tinha feito os 18 anos e teve de sair da instituição sem família naquele país que o quisesse ou pudesse receber a mãe foi buscá-lo.

Via-se que a maturidade era pouca, para os 18 anos.

Estou em crer que a mãe pensou que ia buscar aquele filho que tinha abandonado, ainda pequeno e o filho pensou que vinha encontrar a mãe com quem fantasiou nas noites frias e escuras da sua vida.

Mais uma prova que não há contos de fadas, e não foi nada disso que aconteceu. Não se davam! Por falta da sua maturidade e quem sabe ligeiro atraso, a mãe queria internar o filho numa instituição para pessoas com deficiência mental e motora, mas não podia porque ele já era maior de idade e o filho, não a  podia aturar dormia na rua, onde calhava, na noite de 9 de janeiro dormiu no chão perfeitamente envernizado de madeira, com um cobertor por baixo e um cobertor por cima e junto ao aquecedor, na capela onde velávamos  "o Tio".

 

Era um rapaz dócil de sorriso fácil, que queria voltar para sua terra, algumas pessoas que estavam presentes no velório aconselharam-no a ir às Entidades do Poder Local pedir ajuda, apercebemo-nos que a maioria das Entidades e Instituições Locais já sabiam do que se passava.

Mais tarde, soube que ainda era mais divulgado mas ninguém fez nada, a mãe trabalhava para uma instituição de solidariedade social, nunca falava no assunto.

Todos fingiam não saber do que se passava, as instituições e as pessoas. Todos olhámos para o lado, "ninguém podia fazer nada"...

No sábado, o rapaz apareceu a boiar no rio...

Pronto o problema resolveu-se já não envergonha a mãe, nem a entidades, nem instituições locais.

Não sei alguém se sente responsável pelo que aconteceu, mas eu pessoalmente sinto, não sei o que poderia ter feito, mas lamento profundamente este desfecho e nós todos comunidade tivemos a culpa.

 

Foram 9 meses, curioso não? o tempo de uma gravidez que costumam ser 9 meses de esperança e alegria.

 

Estes 9 meses foram de quê?

 

O que aconteceu com a HUMANIDADE?

 

 

 

 

27
Out14

Vitória


Milheiras

 

 

 

As mãos, pele fina de amor
pelo tempo e trabalho, amaciadas,
Mãos que suportam tudo e aliviam a dor
Cara enrugada, esculpida como se tivesse estradas,

Estradas de lágrimas, da saudade e arrelias
O peso dos desgostos e alegrias,
Transportadas num peito sem firmeza,
Onde se recebe abraços com força e gentileza.

Dentes perdidos por tantos risos dados
De profunda felicidade.
Corpo curvado com peso da responsabilidade.
Cabelos longos e agora brancos que tanto foram amados.

Fonte de paciência, carinho e compreensão,
Mas no fundo ainda habita a inquietude,
Tal como nos tempos de juventude,
Em que tudo tinha por base a paixão.

Porque todos olham e vêm o que foi perdido.
Não vêm, que a tua maneira de ser se tem mantido.

Todos te olham como uma velha, incapaz.
E tu perguntaste quando foi que eu envelheci?
Quando deixei de ser capaz?
Que eu nunca me apercebi…

(2013) Milheiras

 

07
Out14

Preconceito com as pessoas gordas


Milheiras

Não tenho por hábito responder a posts que me incomodam, ignoro e pronto. Mas desta vez vou responder no meu blog, a uma pessoa verdadeiramente preconceituosa.

Os gordos por acaso não têm emoções ou sentimentos? Não são seres humanos?

São gordos=porcos, que não dá para conversar...

Pois seus preconceituosos, estão muito enganados!

Somos seres humanos como qualquer outros, por sermos gordos não temos de ser porcos e desleixados e sabemos falar sem ser de comida, e para quem está cheio de curiosidade, não passamos o tempo todo a comer...

Temos sonhos como qualquer pessoa, porque somos pessoas...

 

 

 

05
Out14

Viva a República!!!!


Milheiras

" Vai raiar um novo sol de Liberdade espancando para bem longe a nuvens sombrias que nos asfixiam. As prerogativas doas grandes senhores cairão por terra como ídolos de barro; a igualdade será um facto; acabar-se-hão as distinções de classes, o povo, êsse bom povo trabalhador e obscuro, terá horas de paz e de felicidade, poderá, como os outros, ascender aos mais altos cargos, desde que tenha inteligência e seja honrado. Ha tantos talentos desconhecidos e ignorados nêsse pobre e humilde povo! É ver como qualquer ideia nobre e elevada lhes empresta uma eloquencia arrebatadora e os faz levar após si centenares de pessoas. Como é lindo o nosso sonho!"

 

in: Sobre um vulcão de José Pereira de Lima

 

 

104 anos depois continua a ser um sonho....

 

 

 

 

20
Mar14

Dia do Pai


Milheiras

Ontem almocei como meu pai.

Mas durante o ano sempre que posso estou com eles.

O meu marido acha que eu os deixo intrometer demasiado na minha vida... Mas são os meus pais e eu quero estar com eles sempre que possa.

Ontem o meu filho disse-me mãe, eu tenho pai, avô e avó, mas o M. não tem pai, ele morreu. Eu fiquei desarmada sem saber o que lhe dizer...

Não gosto destes dias, obrigam as pessoas a celebrar, como se fossemos todos iguais. Hoje houve filhos que choraram porque não tiveram pais, mas também houve pais a chorar porque não tinham os filhos....
Depois, vêm aqueles que tem os pais e os filhos, e muitas vezes obrigam as pessoas a celebrar estes dias  "Ai, eles gostam de celebrar estes dias!" Eu só faço uma pergunta gostarão? Quando temos uma ferida a coisa que mais gostamos é de andar sempre lá a mexer?

Os pais vão estar sempre lá dentro nosso Ser, mas somos obrigados a pensar nisso neste dias... Existem datas só nossas... Eu gosto muito mais do dia do Aniversário do meu filho do que o dia da mãe, ou melhor gosto muito mais do dia 13 de Janeiro que foi quando tive certeza que estava grávida e tive oportunidade de ver o meu alfinete, na altura... E também acho que para a minha mãe o meu aniversário é muito mais importante do que o dia da mãe, e se calhar para o meu pai também. O meu pai é o meu porto de abrigo a minha fortaleza e vai estar sempre lá... eu sei....basta pensar nele....

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